Resumo:
Schiller se
torna um expoente do pré-romantismo alemão e mostra todo o vigor de sua
dramaturgia logo na composição de sua peça de estreia, Os Bandoleiros (Die
Räuber), uma tragédia marcada por insurreição e liberdade desmedida. No
entanto, quando Schiller escreve as Cartas sobre a Educação Estética, ele já
teria ultrapassado o ímpeto violento do pré-romantismo e assumido uma posição
mais filosófica do que meramente contestadora. Junto a Kant, o Schiller das
Cartas discorda daqueles autores pré-românticos que renunciam a alto custo à
coerção das regras da poética. Assim, não seria mais uma liberdade violenta, à
maneira do Sturm und Drang, a forma mais eficaz de se construir um Estado
cultivado. Imerso no projeto da Educação Estética, Schiller percebe que a
liberdade esboçada pela Aufklärung (preponderantemente teórica), é insuficiente
para realizar a tarefa de edificar uma sociedade esclarecida. Propomos com este
trabalho discutir uma mudança da perspectiva estética e política de Schiller,
apontando para um caminho que parte de uma crítica radical à razão e ao Estado,
período do pré-romantismo, culminando, com as Cartas de 1794, no impulso
estético como mediador entre as exigências da razão e do Estado e a
sensibilidade.
Palavras-chave:
pré-romantismo alemão, educação estética, formação moral.
LEIA ARTIGO COMPLETO EM:
SILVA JÚNIOR, Clecio Luiz. Schiller: da dramaturgia pré-romântica ao impulso estético como
proposta de educação moral. In: V SPLIT - Seminário de Pesquisa discente
do Pós-Lit UFMG, 2016, Belo Horizonte. Literaturas e política: diálogos
possíveis e impossíveis. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG,
2016. v. 1. p. 235-250.