14.3.18

Schiller: da dramaturgia pré-romântica ao impulso estético como proposta de educação moral


Resumo:

Schiller se torna um expoente do pré-romantismo alemão e mostra todo o vigor de sua dramaturgia logo na composição de sua peça de estreia, Os Bandoleiros (Die Räuber), uma tragédia marcada por insurreição e liberdade desmedida. No entanto, quando Schiller escreve as Cartas sobre a Educação Estética, ele já teria ultrapassado o ímpeto violento do pré-romantismo e assumido uma posição mais filosófica do que meramente contestadora. Junto a Kant, o Schiller das Cartas discorda daqueles autores pré-românticos que renunciam a alto custo à coerção das regras da poética. Assim, não seria mais uma liberdade violenta, à maneira do Sturm und Drang, a forma mais eficaz de se construir um Estado cultivado. Imerso no projeto da Educação Estética, Schiller percebe que a liberdade esboçada pela Aufklärung (preponderantemente teórica), é insuficiente para realizar a tarefa de edificar uma sociedade esclarecida. Propomos com este trabalho discutir uma mudança da perspectiva estética e política de Schiller, apontando para um caminho que parte de uma crítica radical à razão e ao Estado, período do pré-romantismo, culminando, com as Cartas de 1794, no impulso estético como mediador entre as exigências da razão e do Estado e a sensibilidade.

Palavras-chave: pré-romantismo alemão, educação estética, formação moral.

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SILVA JÚNIOR, Clecio Luiz. Schiller: da dramaturgia pré-romântica ao impulso estético como proposta de educação moral. In: V SPLIT - Seminário de Pesquisa discente do Pós-Lit UFMG, 2016, Belo Horizonte. Literaturas e política: diálogos possíveis e impossíveis. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 2016. v. 1. p. 235-250.