Segundo Schiller “o
prazer físico é o único a ser excluído do âmbito das belas-artes”. Esta afirmação
já nos antecipa que, na arte, para além da sensação física e mediata de prazer,
está inscrita uma outra espécie de gozo. Mas que outra espécie de prazer seria
essa? Considerando o texto “Acerca da
razão por que por que nos entretêm assuntos trágicos”, de 1792, depreendemos
dessa afirmação que se trata de uma espécie de prazer moral, que está
fortemente ligada à satisfação da razão. Dentro da vastidão das belas-artes,
tomamos a tragédia como o lugar deste tipo sublime de prazer (contraditório) e,
a partir daí, discutimos com Schiller os motivos pelos quais tais assuntos
exercem sobre nós fascinante atração. De certo modo, podemos nos referir a esta
estranha atração como sendo a luta vitoriosa da força moral contra tudo aquilo
que não o é (o instinto, o desejo, as paixões), pois, como diria Schiller,
“nenhuma outra adequação nos importa mais de perto que a moral, e nada supera o
prazer que nela sentimos”. Mostramos, neste artigo, como pode uma sensação de
desprazer, contrária a fins, encontrar alguma conformidade e gerar uma espécie
de prazer. Ao mesmo tempo, mostramos como esse gosto pelo trágico e pelo
sublime, mesmo que de certa maneira associado ao entretenimento, pode contribuir para o melhoramento moral do
homem dentro do projeto da Educação Estética.
Palavras-chave:
trágico, sublime, moral, educação estética
LEIA ARTIGO COMPLETO EM:
SILVA JÚNIOR, Clecio Luiz.
Sobre assuntos trágicos: prazer e moralidade na estética de Schiller.
In: Verlaine Freitas; Rachel Costa; Debora Pazetto. (Org.). O trágico, o
sublime e a melancolia. 1ed.Belo Horizonte: ABRE, 2016, v. 03, p.
58-69.