14.3.18

Sobre assuntos trágicos: prazer e moralidade na estética de Schiller

Resumo:


Segundo Schiller “o prazer físico é o único a ser excluído do âmbito das belas-artes”. Esta afirmação já nos antecipa que, na arte, para além da sensação física e mediata de prazer, está inscrita uma outra espécie de gozo. Mas que outra espécie de prazer seria essa?  Considerando o texto “Acerca da razão por que por que nos entretêm assuntos trágicos”, de 1792, depreendemos dessa afirmação que se trata de uma espécie de prazer moral, que está fortemente ligada à satisfação da razão. Dentro da vastidão das belas-artes, tomamos a tragédia como o lugar deste tipo sublime de prazer (contraditório) e, a partir daí, discutimos com Schiller os motivos pelos quais tais assuntos exercem sobre nós fascinante atração. De certo modo, podemos nos referir a esta estranha atração como sendo a luta vitoriosa da força moral contra tudo aquilo que não o é (o instinto, o desejo, as paixões), pois, como diria Schiller, “nenhuma outra adequação nos importa mais de perto que a moral, e nada supera o prazer que nela sentimos”. Mostramos, neste artigo, como pode uma sensação de desprazer, contrária a fins, encontrar alguma conformidade e gerar uma espécie de prazer. Ao mesmo tempo, mostramos como esse gosto pelo trágico e pelo sublime, mesmo que de certa maneira associado ao entretenimento,  pode contribuir para o melhoramento moral do homem dentro do projeto da Educação Estética.

Palavras-chave: trágico, sublime, moral, educação estética


LEIA ARTIGO COMPLETO EM: 

SILVA JÚNIOR, Clecio Luiz. Sobre assuntos trágicos: prazer e moralidade na estética de Schiller. In: Verlaine Freitas; Rachel Costa; Debora Pazetto. (Org.). O trágico, o sublime e a melancolia. 1ed.Belo Horizonte: ABRE, 2016, v. 03, p. 58-69.