13.3.11

Peito cheio, folha vazia

Embora vastos os sentimentos
pouco posso fazer para parí-los
na fisicidade da palavra.
Descontento-me com todos eles, aqui,
presos num peito de aço.
Alegra-te, porém, já que eles estão
no lugar onde deveriam estar,
encerrados numa caixa torácica forte,
palpitando num peito que gera força
e movimento num corpo analfabeto,
sem papel nem lápis, mas com gestos
que dizem, revelam e fazem aquilo
que palavra alguma é capaz de fazer.

Um comentário:

CLARIDÃO disse...

belo! belo!!!
há tempos de silêncio.